20 lendas Indígenas Brasileiras Que Você Precisa Conhece

Quem nunca ouviu falar nas famosas lendas indígenas como o Saci-Pererê o boitatá e o curupira, essas são umas das mais famosas lendas do folclore brasileiro. Quem não se lembrar do Sitio do Pica-pau amarelo, onde diversas lendas indígenas ganharam vida nos personagens da série.

Habitat dos índios indígenas

Para os índios, a floresta é um mundo, o seu habitat. Da floresta eles obtêm tudo o que precisam para suas vidas, desde material para a construção de suas casas, utensílios básicos, ferramentas, implementos de caça, até alimentos e remédios.

Eles sabem que compartilham esse habitat com outros seres, animais de muitas espécies diferentes, que, às vezes, podem ser caçados para alimentar seu povo.

Desde pequenas, as crianças aprendem sobre a floresta. Jovens, adentram a mata com seus pais, tios e avôs para incursões de caça, ou coleta de frutos, sementes, mel e material para construção de moradia. A floresta é como uma grande enciclopédia viva para o conhecimento indígena.


lendas indígenas e mitos

De uma forma geral, em todas as culturas, os mitos e as lendas surgem como formas que o homem encontrou para compreender e dar sentido aos fatos e eventos da vida e do mundo. Muitos mitos explicam a origem das coisas, como certos alimentos; práticas culturais, como a agricultura, e fenômenos naturais, como o trovão e os eclipses.

O contato dos povos indígenas com comunidades próximas tornou algumas destas lendas conhecidas, de modo que foram absorvidas pela cultura regional brasileira, como a lenda amazônica do boto cor-de-rosa, que gosta de seduzir e namorar as moças incautas às margens dos igarapés. Outras lendas são específicas de cada tribo. É o que explica a pesquisadora e curadora do Museu do Índio do Rio de Janeiro, Chang Whang:

lendas indigenas

Separamos uma lista com 20 lendas indígenas do folclore brasileiro que talvez ou provavelmente você não conhece ou já ouviu falar a respeito.

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Lendas indígenas brasileiras

Essas lendas indígenas brasileiras são contadas geralmente em rodas de conversas ou a beira do rio, algumas dessas lendas da Amazônia ou do próprio folclore brasileiro são realmente muito assustadoras, a princípio a lenda da linda índia Iara que admirada pela sua beleza consegui atrair os homens para o rio, para tenta afogá-los. Todas essas 20 lendas e mitos indígenas do folclore brasileiro são transmitidos oralmente, de geração a geração.

1 – Uiara (Yara ou Iara) – a rainha das águas


A jovem Tupi Uiara era a mais formosa mulher das tribos que habitavam ao longo do Rio Amazonas. Por sua doçura, todos os animais e plantas a amavam. Mantinha-se, entretanto, indiferente aos muitos admiradores da tribo. Em uma tarde de verão, após o Sol se pôr, Uiara permanecia no banho, quando foi surpreendida por um grupo de homens estranhos.

Lenda da Iara

Sem condições de fugir, a jovem foi agarrada e amordaçada. Acabou por desmaiar, sendo violentada e atirada ao rio. O espírito das águas transformou o corpo de Uiara em um ser duplo. Continuaria humana da cintura para cima, tornando-se peixe no restante.

Uiara passou a ser uma sereia, cujo canto atrai os homens de maneira irresistível. Ao verem a linda criatura, eles se aproximam e são arrastados para as profundezas, de onde nunca mais voltarão.

2 – Mandioca – o pão indígena


Mara era uma jovem índia, filha de um cacique, que vivia sonhando com o amor e um casamento feliz. Certa noite, Mara adormeceu na rede e teve um sonho estranho. Um jovem loiro e belo descia da Lua e dizia que a amava. O jovem, depois de lhe haver conquistado o coração, desapareceu de seus sonhos como por encanto. Passado algum tempo, a filha do cacique, embora virgem, percebeu que esperava um filho. Para surpresa de todos, Mara deu à luz uma linda menina, de pele muito alva e cabelos tão loiros quanto a luz do luar.

lenda da mandioca

Deram-lhe o nome de Mandi (ou Maní) e na tribo ela era adorada como uma divindade. Pouco tempo depois, a menina adoeceu e acabou falecendo, deixando todos amargurados. Mara sepultou a filha em sua oca, por não querer separar-se dela. Desconsolada, chorava todos os dias, de joelhos diante do local, deixando cair leite de seus seios na sepultura. Talvez assim sua filha voltasse à vida, pensava. Até que um dia surgiu uma fenda na terra de onde brotou um arbusto.

A mãe se surpreendeu. Talvez o corpo da filha desejasse dali sair. Resolveu então remover a terra, encontrando apenas raízes muito brancas, como Mandi (Maní), que, ao serem raspadas, exalavam um aroma agradável. Todos entenderam que criança havia vindo à Terra para ter seu corpo transformado no principal alimento indígena. O novo alimento recebeu o nome de Mandioca, pois Mandi (Maní) fora sepultada na oca.

3 – Vitória-régia (ou Mumuru) – a estrela dos lagos


Maraí era uma jovem e bela índia, que amava muito a natureza e tinha o hábito de contemplar chegada da Lua e das estrelas. Nasceu nela, então, um forte desejo de se tornar uma estrela.

Perguntou ao pai como surgiam aqueles pontinhos brilhantes no céu e, com grande alegria, soube que Jacy, a Lua, ouvia os desejos das moças e, ao se esconder atrás das montanhas, transformava-as em estrelas. Muitos dias se passaram sem que a jovem realizasse seu sonho. Maraí resolveu, então, aguardar a chegada da Lua junto aos peixes do lago.

Vitória-régia lenda

Assim que ela apareceu, Maraí, encantada com sua imagem refletida na água, foi sendo atraída para dentro do lago, de onde nunca mais voltou. A pedido dos peixes, pássaros e outros animais, Maraí não foi levada para o céu. Jacy transformou-a em uma bela planta aquática, que recebeu o nome de vitória-régia (ou mumuru), a estrela dos lagos.

4 – Guaraná – a essência dos frutos


Aguiry era um alegre indiozinho, que se alimentava somente de frutas. Todos os dias saía pela floresta à procura delas, trazendo-as num cesto para distribuir entre seus amigos. Certo dia, Aguiry se afastou demais da aldeia e se perdeu na mata. Jurupari, o demônio das trevas que tinha corpo de morcego, bico de coruja e também se alimentava de frutas, vagava pela floresta quando encontrou o índio não hesitou em atacá-lo.

Lenda da Guaraná – a essência dos frutos

Os outros índios encontram Aguiry morto ao lado de um cesto vazio. Tupã, o deus do bem, ordenou que retirassem os olhos da criança e os plantassem sob uma grande árvore seca. Seus amigos deveriam regar o local com lágrimas, até que ali brotasse uma nova planta, da qual nasceria o fruto que conteria a essência de todos os outros, deixando mais fortes e mais felizes aqueles que dele comessem. A planta que brotou dos olhos de Aguiry possui sementes em forma de olhos e recebeu o nome de guaraná.

5 – Curupira


Trata-se de um ser do tamanho de uma criança de seis ou sete anos, peludo como o bicho preguiça, de unhas compridas e afiadas, com o calcanhar para frente e os dedos dos pés para trás, que anda nu pela floresta. Ele toma conta da mata e dos animais e mora nos buracos das árvores que tem raízes gigantescas, muito comuns na Floresta Amazônica.

Curupira lenda

O curupira ajuda os caçadores e os pescadores que lhe oferecem cachaça, fósforo e fumo. Esta oferta é para que o indivíduo tenha fartura nas caçadas, pescarias e roçados. As pessoas que não têm devoção pelo curupira sentem medo, enjôo e náuseas a quilômetros de distância dele. Com essas pessoas, ele brinca fazendo com se percam na mata.

Para se livrar do curupira deve-se cortar uma vara, fazer uma cruz e colocar em um rolo de cipó tumbuí, bem apertado. Ele vê esse objeto e procura desmanchar o enrolado. Enquanto fica entretido em desmanchar o enrolado, a pessoa tem tempo para fugir.

6 – Saci Pererê


Muito esperto e travesso, ele aparece sempre às sextas- feiras, à noite, pulando com uma perna só, mostrando seus olhinhos brilhantes e os dentes pontiagudos. Usa uma camisa e uma carapuça vermelha na cabeça e traz em uma das mãos um cachimbinho de barro.

Saci Pererê lenda

Sua tarefa é carregar para uma mata muito distante crianças desobedientes e manhosas, gorar ovos de ninhadas, queimar balões, azedar leite, fazer o milho de pipoca virar piruá e atacar os viajantes, pedindo fumo e fogo. Se alguém recusa seu pedido, ele faz cócegas na pessoa até que ela morre de tanto rir.

7 – Boto ( Boto cor-de-rosa )


É o mais importante habitante encantado do Rio Amazonas. À meia-noite ele se transforma em homem, andando por cima dos paus das beiradas do rio, de preferência sobre os buritizeiros tombados nas margens. Veste roupa branca e usa um chapéu branco para ocultar uma abertura no alto da cabeça por onde sai um forte cheiro de peixe e hálito de maresia.

Boto ( Boto cor-de-rosa ) lenda

Ele aparece tão elegante nas festas que encanta e seduz as donzelas. Dança a noite toda com as mais jovens e mais bonitas da festa. Sai com elas para passear e antes do amanhecer pula na água e volta à forma primitiva de peixe, deixando as moças sempre grávidas.

Além de sedutor e fecundador é conhecido também como o pai das crianças de paternidade desconhecida, pois as mães solteiras o acusam de ser o pai de seus filhos. O boto-homem é obcecado por mulheres, sente o cheiro feminino a grandes distâncias. Para evitar que ele apareça esfrega-se alho na canoa, nos portos e nos lugares onde ele gosta de aparecer.

8 – Uirapuru


Certa vez um jovem guerreiro apaixonou-se pela esposa do grande cacique, mas como não podia se aproximar dela pediu a Tupã (Lua) que o transformasse em pássaro.

Uirapuru lenda

Tupã fez dele um pássaro de cor vermelho-telha, que toda noite ia cantar para sua amada. Quando cacique notou seu canto tão lindo e fascinante, perseguiu a ave para prendê-la só para si.

O uirapuru voou para bem distante da floresta e o cacique que o perseguia, perdeu-se dentro das matas e igarapés e nunca mais voltou. O lindo pássaro volta sempre, canta para a sua amada e vai embora, esperando que um dia ela descubra seu canto e seu encanto.

9 – Caipora


Trata-se de um menino de pele escura, pequeno e rápido, cabeludo e feio, que fuma cachimbo, e tem a função de proteger os animais da floresta, os rios e as cachoeiras.

Caipora lenda

Vive sondando as matas montado em um porco, sempre com uma longa vara na mão. Quando o caçador se aproxima o caipora pressente sua chegada através do vento que lhe agita os cabelos. Então sai a galope em seu porco fazendo barulho para espantar veados, coelhos, capivaras e outros animais de caça.

Às vezes, o caçador, sem ver direito, corre atrás do próprio caipora que montado em seu porco faz zigue-zague pelo mato até perder-se de vista.

10 – Sol

O Sol, Kuandú para os índios, é um homem pai de três filhos. Cada um deles é o sol, mas apresentam características distintas.

lenda do Sol

Um deles é o sol que aparece sozinho e é mais forte, o outro aparece em tempos mais úmidos e até chuvosos, enquanto o terceiro é o sol que surge quando seus irmãos estão cansados.

11 – Boitatá

O Boitatá é uma serpente de fogo que protege a floresta. Sua lenda possui várias versões. Em uma delas, uma cobra adormecida durante um longo tempo acordou faminta e para saciar a sua fome comeu os olhos dos animais.

Transformando-se numa cobra de fogo, a sua luz assusta quem quiser fazer mal à floresta durante a noite.

Lenda do Boitatá

É conhecido através de vários nomes pelo Brasil. Os índios o chamam de Mbaê-Tata e os nordestinos dizem que essa personagem representa a alma dos compadres e das comadres.

Outra versão remonta ao Dilúvio, quando para se proteger, a cobra entrou num buraco escuro. Lá, os seus olhos cresceram. De dia, o Boitatá não enxerga, mas à noite vê com clareza.

12 – Mula Sem Cabeça

 Nos pequenos povoados ou cidades, onde existam casas rodeando uma igreja, em noites escuras, pode haver aparições da Mula-Sem-Cabeça. Também se alguém passar correndo diante de uma cruz à meia-noite, ela aparece. Dizem que é uma mulher que namorou um padre e foi amaldiçoada. Toda passagem de quinta para sexta feira ela vai numa encruzilhada e ali se transforma na besta.

    Então, ela vai percorrer sete povoados, ao longo daquela noite, e se encontrar alguém chupa seus olhos, unhas e dedos. Apesar do nome, Mula-Sem-Cabeça, na verdade, de acordo com quem já a viu, ela aparece como um animal inteiro, forte, lançando fogo pelas narinas e boca, onde tem freios de ferro.

    Nas noites que ela sai, ouve-se seu galope, acompanhado de longos relinchos. Às vezes, parece chorar como se fosse uma pessoa. Ao ver a Mula, deve-se deitar de bruços no chão e esconder Unhas e Dentes para não ser atacado.

Mula Sem Cabeça lenda

    Se alguém, com muita coragem, tirar os freios de sua boca, o encanto será desfeito e a Mula-Sem-Cabeça, voltará a ser gente, ficando livre da maldição que a castiga, para sempreNomes comuns: Burrinha do Padre, Burrinha, Mula Preta, Cavalo-sem-cabeça, Padre-sem-cabeça, Malora (México),

    Origem Provável: É um mito que já existia no Brasil colônia. Apesar de ser comum em todo Brasil, variando um pouco entre as regiões, é um mito muito forte entre Goiás e Mato Grosso. Mesmo assim não é exclusivo do Brasil, existindo versões muito semelhantes em alguns países Hispânicos.

    Conforme a região, a forma de quebrar o encanto da Mula, pode variar. Há casos onde para evitar que sua amante pegue a maldição, o padre deve excomungá-la antes de celebrar a missa. Também, basta um leve ferimento feito com alfinete ou outro objeto, o importante é que saia sangue, para que o encanto se quebre. Assim, a Mula se transforma outra vez em mulher e aparece completamente nua. Em Santa Catarina, para saber se uma mulher é amante do Padre, lança-se ao fogo um ovo enrolado em fita com o nome dela, e se o ovo cozer e a fita não queimar, ela é.

    É importante notar que também, algumas vezes, o próprio Padre é que é amaldiçoado. Nesse caso ele vira um Padre-sem-Cabeça, e sai assustando as pessoas, ora a pé, ora montado em um cavalo do outro mundo. Há uma lenda Norte americana, O Cavaleiro sem Cabeça, que lembra muito esta variação.

    Algumas vezes a Mula, pode ser um animal negro com a marca de uma cruz branca gravada no pelo. Pode ou não ter cabeça, mas o que se sabe de concreto é que a Mula, é mesmo uma amante de Padre.

13 – A lenda da Cobra Grande

É uma das mais conhecidas lendas do folclore amazônico. Conta a lenda que em numa tribo indígena da Amazônia, uma índia, grávida da Boiúna (Cobra-grande, Sucuri), deu à luz a duas crianças gêmeas que na verdade eram cobras. Um menino, que recebeu o nome de Honorato ou Nonato, e uma menina, chamada de Maria. Para ficar livre dos filhos, a mãe jogou as duas crianças no rio. Lá no rio eles, como Cobras, se criaram. Honorato era Bom, mas sua irmã era muito perversa. Prejudicava os outros animais e também às pessoas.

Lenda da cobra grande

Eram tantas as maldades praticadas por ela que Honorato acabou por matá-la para pôr fim às suas perversidades. Honorato, em algumas noites de luar, perdia o seu encanto e adquiria a forma humana transformando-se em um belo rapaz, deixando as águas para levar uma vida normal na terra.
Para que se quebrasse o encanto de Honorato era preciso que alguém tivesse muita coragem para derramar leite na boca da enorme cobra, e fazer um ferimento na cabeça até sair sangue. Ninguém tinha coragem de enfrentar o enorme monstro.
Até que um dia um soldado de Cametá (município do Pará) conseguiu libertar Honorato da maldição. Ele deixou de ser cobra d’água para viver na terra com sua família.

Origem: Mito da região Norte do Brasil, Pará e Amazonas.

14- A lenda do Negrinho Do Pastoreio

    O Negrinho do Pastoreio É uma lenda meio africana meio cristã. Muito contada no final do século passado pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É muito popular no sul do Brasil.

    Nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões. Num dia de inverno, fazia frio de rachar e o fazendeiro mandou que um menino negro de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros recém-comprados. No final da tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando. ‘‘Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece’’, disse o malvado patrão. Aflito, ele foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou ele pastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo fugiu de novo.

A lenda do Negrinho Do Pastoreio

 Na volta à estância, o patrão, ainda mais irritado, espancou o garoto e o amarrou, nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de sua vítima, tomou um susto. O menino estava lá, mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. Apenas beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha.


Origem: Fim do Século XIX, Rio Grande do Sul.

15 – A lenda do Papafigo

    O Papa Figo, ao contrário dos outros mitos, não tem aparência extraordinária. Parece mais com uma pessoa comum. Outras vezes, pode parecer como um velho esquisito que carrega um grande saco às costas.

    Na verdade, ele mesmo pouco aparece. Prefere mandar seus ajudantes em busca de suas vítimas. Os ajudantes por sua vez, usam de todos os artifícios para atrair as vítimas, todas crianças claro, tais como; distribuir presentes, doces, dinheiro, brinquedos ou comida. Eles agem em qualquer lugar público ou em portas de escolas, parques, ou mesmo locais desertos.

A lenda do Papafigo

    Depois de atrair as vítimas, estas são levadas para o verdadeiro Papafigo, um sujeito estranho, que sofre de uma doença rara e sem cura. Um sintoma dessa doença seria o crescimento anormal de suas orelhas.

    Diz a lenda, que para aliviar os sintomas dessa terrível doença ou maldição, o Papafigo, precisa se alimentar do Fígado de uma criança. Feito a extração do fígado, eles costumam deixar junto com a vítima, uma grande quantia em dinheiro, que é para o enterro e também para compensar a família.

    Origem: Mito muito comum em todo meio rural. Acredita-se que a intenção do conto era para alertar as crianças para o contato com estranhos, como no conto de Chapeuzinho Vermelho. 

16- A lenda do Capelobo

Capelobo é um personagem do folclore brasileiro, que possui aparência de monstro. Sua lenda é muito comum em especial nos estados do Maranhão, Amazonas e Pará. Acredita-se que tenha surgido entre os povos indígenas da região Norte do Brasil.

 Trata-se de uma criatura que, segundo consta os contos folclóricos, provém de uma mistura entre seres humanos com outras espécies animais.

A lenda do Capelobo

De acordo com a lenda, seu corpo é uma mistura de ser humano com animais. Desta forma, possui cabeça e focinho de tamanduá-bandeira (ou de cachorro ou de anta, dependendo da versão), corpo humano forte, patas redondas (formato de fundo de garrafa) com muitos pelos no corpo. É muito rápido e vive correndo pelas matas próximas aos rios e em regiões de várzeas.

Ainda segundo o dito folclórico, o Capelobo tem uma vida ativa durante a noite e madrugada, quando fica perambulando e rodeando barracões, casas e acampamentos no meio da mata. Emitindo sons assustadores (gritos altos), este monstro se alimenta de cães e gatos, principalmente os que acabaram de nascer. Ataca também os caçadores, matando-os e bebendo o sangue das vítimas.

 Para matar essa criatura monstruosa, é necessário dar um tiro certeiro em seu umbigo, sendo esta a única maneira efetiva de eliminá-la, como consta em sua lenda.

17 – A lenda da Cuca

A Cuca é um dos principais seres mitológicos do folclore brasileiro. Ela é conhecida popularmente como uma bruxa velha e feia que rouba as crianças (a forma de jacaré foi criada para as séries de TV).

A origem desta lenda está num dragão, a cuca das lendas portuguesas, tradição que foi levada para o Brasil na época da colonização. No Brasil, a “Cuca” normalmente é descrita como tendo a forma de um jacaré com longos cabelos loiros.

A lenda da Cuca

Isso na verdade se tornou mais popular por causa das várias adaptações para a televisão da obra infantil de Monteiro Lobato, o Sítio do Picapau Amarelo, onde a personagem era sempre representada por uma atriz com uma fantasia de jacaré de cabelo amarelo. No livro original escrito por Monteiro Lobato em 1921, a personagem é descrita como uma bruxa velha com cara de jacaré e garras nos dedos como gaviões .

O Novo Dicionário da Língua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira traz cuca significando bicho-papão, coco, papa-gente, tutu, bitu, boitatá, papa-figo. A cuca é um bicho imaginário criado e usado para fazer medo às crianças choronas que não querem dormir.

Diz a lenda, que quando uma cuca completa 1000 anos, aparece um ovo perto de sua morada, e quando esse ovo abre a nova cuca anuncia a cuca velha de que já se passaram 1000 anos, então a cuca velha tem que fazer um encantamento e se transformar em um passaro de canto triste, enquanto a nova cuca assume seu papel, fazendo maldades maiores que antiga.

18 – A lenda do Mapinguari

O mapinguari (ou mapinguary), também designado isnashi, é uma criatura lendária (criptídeo) descrito como sendo coberta de um longo pelo vermelho, e vivendo na floresta amazônica do Brasil e Bolívia.

Segundo povos nativos da região fronteiriça entre os dois países, quando o mapinguari percebe a presença humana fica de pé e alcança facilmente dois metros de altura. As suas mãos possuiriam longas garras e a criatura evitaria a água, tendo uma pele semelhante à de um jacaré.

O mapinguari também possuiria um cheiro horrível, semelhante ao de um gambá. Esse mau cheiro faz com que sua presa fique tonta, o que permite ao bicho apanhá-la com facilidade. A boca do Mapinguari se abre na vertical, e vai do peito até à barriga.

Caçadores do lago do Badajós no estado do Amazonas, afirmaram ter atirado em uma fêmea (porque viram algo como seios, mas que estavam cobertos de pelos) que havia atacado um dos caçadores, porém, mesmo ferida, atraiu a atenção do macho, através de urros altos.

A lenda do Mapinguari

Logo apareceu o macho de aproximadamente uns 2,5 m de altura, muito forte e peludo veio em defesa da fêmea e tentou atacar o grupo de caçadores que fugiram numa canoa. Este sere não entrou na água para persegui-los e foi embora com a sua fêmea ferida. Esta história aconteceu em 1967 em Codajás. E quem contou esta história foi o senhor José Lima que hoje mora em Manaus.

Um antigo cortador de seringa chamado Raimundo Alves, conhecido como Oliveira, afirma que seu falecido tio, com a ajuda de alguns cachorros, matou um mapinguari, segundo ele, o animal matou todos os cachorros, arrancando-lhes a cabeça.

De acordo com o relato, todos os tiros disparados contra o animal não entravam na sua pele, sendo esta invulnerável, somente foi possível feri-lo, quando este desferiu um urro, e sua grande boca se abriu, sendo esta seu ponto fraco. A pele do animal não foi removida, por conta do cheiro forte, que era insuportável à todos.

Os cientistas ainda desconhecem essa criatura. Uma hipótese que explicaria a existência do Mapinguari, sugerida pelo paleontólogo argentino  Florentino Ameghino no fim do século XIX, seria o fato da sobrevivência de algumas preguiças gigantes (Pleistoceno, 12 mil anos atrás) no interior da floresta amazônica.

Entre muitos, o ornitólogo David Oren chegou a empreender expedições em busca de provas da existência real da criatura. Não obteve nenhum resultado conclusivo. 

Pelos recolhidos mostraram ser de uma cutia, amostras de fezes de um tamanduá e moldes de pegadas não serviriam muito, já que, como declarou, “podem ser facilmente forjadas”. O mapinguari seria semelhante ao pé-grande. Há quem o designa desde então de o “Bigfoot Brasileiro” por ter várias características físicas.

19 –  A lenda do Corpo-Seco ou Unhudo

Corpo-Seco ou Unhudo, é um suposto garoto que passou a vida batendo e respondendo a mãe e o pai. Quando morreu, nem o céu e nem o inferno o aceitaram então teve que ficar na terra, mas ele não ficou tanto tempo enterrado, então saiu e virou uma criatura maligna que fica grudada nos troncos da árvore.

Se o Corpo-seco ao menos tocar no tronco da árvore, ela pode secar e apodrecer. Cada pessoa que passa perto dele, ele dá um abraço de morte, pois tem unhas compridas e esmaga a pessoa no seu abraço.

Há também outra lenda sobre ele, diz que ele era um fazendeiro muito egoísta e mesquinho, que apanhava suas frutas para que todos não pegassem e depois de morto fica cuidando das suas frutas e mata quem chega perto do seu pomar.

A lenda do Corpo-Seco ou Unhudo

No interior de São Paulo há uma variante desta lenda: conta-se que, quando uma pessoa passa perto do corpo-seco, ele pula na pessoa e suga todo o seu sangue. Se não passar ninguém perto, ele vai morrer, porque se alimenta do sangue humano (semelhante a um vampiro).

Há ainda relatos do corpo-seco no estado do Amapá, Paraná, Amazonas, Minas Gerais, no Nordeste brasileiro e em alguns países africanos de língua portuguesa, relatados por soldados brasileiros veteranos da missão UNAVEM III e na região Centro-Oeste do Brasil, principalmente.

Em Ituiutaba, Minas Gerais, há uma variação desta lenda, onde conta-se que o corpo-seco – depois de ser repelido pela terra várias vezes – é levado por bombeiros à uma aparente caverna em uma serra que fica ao sul do município.

Dizem que quem passa à noite pela estrada de terra que margeia a “serra do corpo-seco”, consegue ouvir os gritos do corpo-seco ecoando de dentro da caverna. Á mãe foi amaldiçoada antes de morrer, por ter sido usada como cavalo pelo filho.

Até hoje, há o dito popular: “Quem bate na mãe fica com a mão seca”.

20 – A lenda da Pisadeira ou pesadeira

Pisadeira ou pesadeira é um mito brasileiro que ocorre principalmente no estado de São Paulo e parte de Minas Gerais.

Segundo o folclore, é uma mulher que pisa na barriga das pessoas com o estômago cheio e as deixava com falta de ar, que costuma fazê-lo durante a madrugada. Essa lenda pode ser associada com a paralisia do sono.

A lenda da Pisadeira ou pesadeira

Aparência

Geralmente é descrita como uma mulher muito magra, com dedos compridos e secos, unhas enormes, sujas e amareladas. Tem as pernas curtas, cabelo desgrenhado, nariz enorme com muitos pelos, como um gavião. Os olhos são vermelho fogo, malignos e arregalados.

O queixo é revirado para cima e a boca sempre escancarada, com dentes esverdeados e à mostra. Nunca ri, gargalha. Uma gargalhada estridente e horripilante.

Vive pelos telhados, sempre à espreita. Quando uma pessoa janta e vai dormir com o estômago cheio, deitando-se de barriga para cima, a pisadeira entra em ação.

Ela desce de seu esconderijo e senta-se ou pisa fortemente sobre o peito da vítima que entra em um estado letárgico, consciente do que ocorre ao seu redor, porém fica indefesa e incapaz de qualquer reação.

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